quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O AUTO-RETRATO


No retrato que me faço

- traço a traço -

às vezes me pinto nuvem,

às vezes me pinto árvore...



às vezes me pinto coisas

de que nem há mais lembrança...

ou coisas que não existem

mas que um dia existirão...



e, desta lida, em que busco

- pouco a pouco -

minha eterna semelhança,



no final, que restará?

Um desenho de criança...

corrigido por um louco!



Mário Quintana

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Liberdade.....


Segundo o Direito, para que exista liberdade, torna-se necessário a imposição de limites - lei. Para muitos, a Igreja é um instrumento religioso controlador e normativo. Conceituam liberdade, como o direito de se poder fazer o que bem quer, sem necessidade de prestar contas a algum superior. Segundo o escritor e psicólogo August Cury, o homem só é verdadeiramente livre quando o é em suas emoções. Jesus afirma, que o conhecimento da verdade traz liberdade! Qual o conceito de liberdade aceito e pensado por nossa sociedade? Qual o tipo de liberdade que almejamos?

Almejo a liberdade do meu corpo quanto aos prazeres passageiros. Busco a liberdade da minha alma; que voe livre mesmo se o que lhe contém estiver preso a algemas em prisões. Sonho com a liberdade dos meus sentimentos; que sejam livres de rancor, amargura, ciúmes, inveja, ingratidão e orgulho. Anseio a liberdade para o meu ser, que luta cotidianamente contra o ego dominador. Por certo, corro atrás da liberdade através do conhecimento da verdade, para que não me enganem com mentiras, e eu não sofra por causas hipócritas e sem fundamentos. Livre de mim mesma e de tudo que me afasta de Deus. Busco a liberdade da minha consciência, para que durma o sono tranquilo da justiça e retidão. Quero viver a liberdade do medo daqueles que não sabem de onde vieram e para onde vão. Espero a liberdade que a morte física me dará, tomando-me pela mão, fazendo-me adentrar na verdadeira vida para a qual fui criada. Livre do pecado e de tudo o que traz prejuízo à minha alma.... Apenas serei livre assim, se os preceitos divinos seguir! E você?...


Késia Mesquita

Estive ausente...

Estive ausente do meu blog mais do que gostaria. Não quero aqui apresentar desculpas, apenas dizer que pretendo voltar, motivada por tantas coisas boas que tenho vivido, como experiências desagradáveis também, junto ao desejo de compartilhar com o mundo, experiências, idéias e pensamentos. Agradeço aqueles que visitaram o blog, e pretendo não mais afastar-me desse meio que me une a todos. Bjus e que Deus nos abençoe!

Késia Mesquita

quinta-feira, 2 de outubro de 2008


"Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos, mas o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes"
Max Gehringer

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

SENTENÇA DE MORTE - VOCÊ É CONTRA OU A FAVOR?

Essa semana, tomei conhecimento de um fato ocorrido em meu bairro, que entristeceu-me a alma, e me fez questionar novamente sobre as vantagens e desvantagens da sentença de morte. Um jovem drogado, estuprou a própria mãe, uma senhora já idosa, que com tamanha violência, foi parar no hospital. O primeiro pensamento que veio à minha mente, foi o de que esse homem merecia a morte. Sabemos pela história, que a sentença de morte foi considerada por muito tempo, e ainda o é em alguns países, como um ato punitivo ao ofensor, e de justiça ao ofendido. Geralmente, preferimos a forma punitiva de Deus no Antigo Testamento, que exterminava através de seus julgamentos, aqueles que cometiam profanação contra o que era sagrado. Porém, Jesus veio, e como cumpridor da lei, nos trouxe a ordem de amar, e considerar a vida como o valor absoluto. Penso que o maior risco da sentença de morte, seja a condenação de um inocente! Porém, casos como o citado acima, nos fazem pensar, que deixar um homem com tal instinto maligno solto por aí, é um ato de injustiça para com a sociedade. E você.... o que pensa sobre isso? Késia Mesquita

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

CONFISSÃO!

No início da minha fé, inocente quanto à maldade do mundo e ignorante quanto às próprias fraquezas, achava-me merecedora da atenção de Deus. Erguendo uma bandeira de retidão, enxergava o favor de Deus como algo naturalmente merecido. Com paixão e inocência juvenis, não admitia que dor, amargura ou tristeza tocassem meu coração. Achava incoerente que alguém entregue a Deus se deixasse abater por tais sentimentos!...
Até o dia em que me deparei com as excentricidades de meu temperamento. Até o dia onde tive um encontro desastroso com as fraquezas de minha natureza humana. Até o dia em que uma tempestade soprou forte em minhas emoções, ao ponto de deixar-me constrangida e envergonhada para procurar a ajuda divina! Vergonha.... Culpa.... Pecado....
Embora exteriormente eu possa ser política, social e religiosamente correta, Deus conhece os pensamentos impuros, os motivos egoístas, as intenções maléficas, a inveja suprimida, os desejos impróprios, fazendo com que hoje, eu entenda o que é graça, não ousando apelar para nada além da misericórdia a mim ofertada!
Antes, eu pensava que dependia de mim! Hoje, realmente fico maravilhada, sem quase conseguir entender, como Deus pode confiar a mim a responsabilidade de ser portadora de sua palavra e reflexo do seu amor! E ao mesmo tempo que vou reconhecendo, dia após dia, minha indignidade, mais desejo aproximar-me de Sua presença. Meu coração anseia por mais de Deus, e é somente a Ele que posso recorrer para vencer os sentimentos contrários à Sua santidade.
A guerra entre carne e espírito se intensifica a cada batalha. Satanás possui uma qualidade ausente em muitos de nós: a perseverança. Ele não se retira por que perdeu uma batalha....Ele continua tentando enquanto pode. E em meio a tão árdua luta, chego alguma vezes, ao ponto de sentir-me em um calabouço, sendo capaz de ouvir apenas os gemidos da minha alma, e sentir em meus ossos o peso do pecado imundo de pensamentos vãos!
Vejo a necessidade de uma atitude radical se desejo mesmo ser fiel até o fim. Estaria disposta a sofrer todas as consequências? Estaria preparada para tantas lágrimas e solidão? Afinal, ao contrário do que dizem os pregoeiros da prosperidade e vida sem problemas, a Palavra de Deus nos diz, que aquele que quiser viver piedosamente, padecerá! Fazer o que Deus quer é andar em oposição ao mundo e a si mesmo. Se quero a vida que brota da cruz, tenho que carregá-la. Se quero a vida eterna, terei que crucificar a carne em favor da alma. Apelarei para a graça redentora de Cristo Jesus, que conhece minha estrutura e sabe que não passo de pó. Rogarei por misericórdia, como o réu que caminha para a execução da sentença. Clamarei. Pedirei clemência, porque desesperadamente sei, que não acharei redenção, a não ser em Ti!
Tudo em ti ó Deus, me impressiona. Porém, me pergunto: o que eu poderia fazer para te impressionar? Será que alguém como eu, poderia, de alguma forma, chamar tua atenção?... Simplesmente pedir perdão? Romper a multidão para tocar na orla de tuas vestes? Construir um santuário para adoração do teu nome? Brigar até alcançar a minha benção? Suportar calado? Chorar? Interceder? Subir em uma árvore? Entrar no palácio sem ser convidada?
O que devo fazer para que te alegres sobre mim? Admiras o que suporta ou o audacioso? Sorrias para o valente ou para o prudente? Como saber o que te agrada?... Confesso, que antes de me deparar com tantos pecados da minha alma, expostos pela perfeição da conduta de Cristo, agia como o filho mais velho da parábola do filho pródigo. Procurando observar os preceitos e ser obediente, achava ser merecedora da herança. Pensava que Deus tinha um cuidado especial para com aqueles que não transgrediam as leis. Porém, ao longo dos anos, pude observar o cuidado especial que Deus dedica também aos filhos rebeldes, que foram atrás das realizações dos seus desejos em oposição à vontade de Deus. Senti despeito. Apresentei justiça própria. Senti-me injustiçada. Esquecida. Preterida. Do que vale ser sempre correto? De que vale a aprovação dos homens, sem conseguir atrair uma reposta positiva de Deus? Porque tanto silêncio? E se eu O desafiasse? De todas as formas não sofreria?... Ás vezes, gostaria de ouvir, nem que fosse, tua voz repreendendo-me....só quero sentir que estás comigo!!!
Senhor, perdoa-me se tenho sido inoportuna. Tudo isso relfete a confusão de um coração que deseja saber o que te agrada. Sei que não te guias por padrões humanos, mas exiges de mim um padrão de santidade, que me obriga a lutar contra os meus piores instintos. Hoje, não tenho nada além de mim mesma para te apresentar. Tal como sou... muitos defeitos....nada de justiça própria!
Entendo que o teu amor existe e persiste em me querer, independente do que eu faça, pense, ou deixe de fazer! Mas também sei que és justo, refletindo a pureza e autentidicidade do teu amor. Teu favor sempre será imerecido e tua graça sempre será ofertada a todos: bons e maus, justos e injustos, filhos obedientes e rebeldes. Sei que amas a verdade, e sinto que de alguma forma ela chama a tua atenção. Ajuda-me... tenha-me em tuas mãos! Guarda-me dos meus próprios sentimentos. Sei que és Bom e Fiel, e isso me basta!
Késia Mesquita

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Uma Oração

Ó, Tu, que vieste do alto,
O fogo puro e celestial transmite,
acende uma chama de amor sagrado,
no pobre altar do meu coração!
Permita que nele a tua glória queime
com resplendor inextinguível,
e volte trêmula à sua fonte,
em humilde oração e fervente louvor!
Jesus, confirma o desejo do meu coração...
trabalhar, falar e pensar para Ti;
Permite, no entanto, guardar o fogo sagrado... e aviva teu dom em mim! Charles Wesley